quarta-feira, 26 de março de 2014

Redescobrindo

  Já escrevi tanto sobre tantos sentimentos, direcionados ou não, mas gosto de expressar um novo sentir que está nascendo da forma única que acontece.
   Uma estranheza tem tomado conta dos dias, por não saber como agir com essa volta tão imprevisível que aconteceu  e continua acontecendo. As linhas da minha vida estão embaraçando e dando nós dos quais um quero que seja cego.
  Tenho medo,
  Do excesso de razão embutido em uma tão frágil possibilidade de amor, que faz com que eu pense, que esse amor não consegue ser, em sua intensidade e expressão, nada de seu real potencial. Sendo amassado por razões, regras e maiores explicações, quando eu apenas queria vive-lo, assim, com toda a irracionalidade que tem uma paixão. 
  Tenho vivido ele aqui bem dentro, escondido, sonhado, bonito. Esperando a hora que deixaremos de tanto tato e passaremos a fazer dele mais!
  Tão quente quanto a estação que nos reconhecemos.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Pouco

Sentada sobre todos os sentimentos.
É a mesma janela - não o mesmo céu, nem as mesmas nuvens - é de novo aquela ideia de fugir.
Ser outra.
Quero ser eu.
Com meus vestidos, meu batom, minha tiara e trança.
Quero gostar do que sempre gostei, quero ouvir as músicas que se encaixam, escrever minhas pobres poesias, rir naquela companhia, quem sabe tomar uma dose.
Quero o sol batendo nos meus óculos, o calor dentro do peito, até uma lágrima se isso me fizer sentir.
Não sinto nada.
Só o peso da medíocre vida adulta de trabalhar/pagar e quando você se vê doente, 
nem o dinheiro restou.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

DNA

Então você se vê ultrapassada, tão demasiadamente madura que quase chega ao podre, de forma que uso essa metáfora para dizer que dos grupos que faço parte, em nenhum me faço necessária.
Os laços dos quais pintei de cor-de-rosa, de descorados passaram a frouxos e todos os supostos passos que andei, não passam de um caminho curto pelo qual fugi do tempo antes do agora que esta à merce da minha incapacidade de reverter os erros dos quais não tenho culpa, mas influenciam tanto meus dias que me sinto passada, esmorecida e fatigada. Incapaz de ter relacionamentos de soma, resultando em estar estocando meus luxos dentro de um comodo para não ter mais que abrir a porta e dar com a cara na pilha de problemas que não possuo a chave da solução.
E em meio ao meu olhar dramático, a razão esgueirando me sussurra fraca que não me pertence a culpa, só a força.


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

alguns dias ruins

Talvez eu esteja enganada com tudo.
sempre chega um estágio que me encontro perdida demais e não tenho idéia de como ficaria melhor se eu mandasse tudo pro espaço, então eu continuo...
E acordo dia sim, dia não. De forma que vivo apenas no dia sim, no dia que sou nobre dentro do meu uniforme.
Me sinto com o dom de deteriorar meus relacionamentos de forma que me sinto muito sozinha, embora tenha tantas ótimas pessoas comigo.
Sei o que me falta: Paixão.
estou desapaixonada pela minha vida, tão caótica e ao mesmo tempo tão simples de resolver.

sábado, 18 de agosto de 2012

Mande saudades minhas

Renovar.
São poucas minhas raízes verdadeiras, poucas pessoas realmente importam, de poucos lugares eu sinto saudade.
Aquela sombra de árvore me entendia quando criança, aquela mesa perto da janela me acalmava, naquela rua o pôr do sol era lindo, deitando de um jeito estranho na cama a janela daquele quarto revelava o céu excepcional.
Não escrevo mais, crio minhas histórias no pensamento andando pelas ruas e as esqueço. É uma maneira confortável de se afirmar segura, mas sempre fui confusa e gostei de discutir sobre tudo, é divertido, poucas pessoas acharam divertido discutir.
Novos sentimentos, surpresas e sensações. Talvez seja por isso que mesmo sofrendo um pouco eu deixo tudo pra trás e me mudo de lugar o tempo todo.
Eu gosto de mudar, gosto da falsa sensação de deixar saudade nas pessoas, porque sou feita de saudade, eu menti no começo: Sinto saudade de tudo.