segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Pouco

Sentada sobre todos os sentimentos.
É a mesma janela - não o mesmo céu, nem as mesmas nuvens - é de novo aquela ideia de fugir.
Ser outra.
Quero ser eu.
Com meus vestidos, meu batom, minha tiara e trança.
Quero gostar do que sempre gostei, quero ouvir as músicas que se encaixam, escrever minhas pobres poesias, rir naquela companhia, quem sabe tomar uma dose.
Quero o sol batendo nos meus óculos, o calor dentro do peito, até uma lágrima se isso me fizer sentir.
Não sinto nada.
Só o peso da medíocre vida adulta de trabalhar/pagar e quando você se vê doente, 
nem o dinheiro restou.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

DNA

Então você se vê ultrapassada, tão demasiadamente madura que quase chega ao podre, de forma que uso essa metáfora para dizer que dos grupos que faço parte, em nenhum me faço necessária.
Os laços dos quais pintei de cor-de-rosa, de descorados passaram a frouxos e todos os supostos passos que andei, não passam de um caminho curto pelo qual fugi do tempo antes do agora que esta à merce da minha incapacidade de reverter os erros dos quais não tenho culpa, mas influenciam tanto meus dias que me sinto passada, esmorecida e fatigada. Incapaz de ter relacionamentos de soma, resultando em estar estocando meus luxos dentro de um comodo para não ter mais que abrir a porta e dar com a cara na pilha de problemas que não possuo a chave da solução.
E em meio ao meu olhar dramático, a razão esgueirando me sussurra fraca que não me pertence a culpa, só a força.