terça-feira, 13 de setembro de 2011

Menina Sabor-Amor

Fitava aquela menina com seus desenhos e inúmeros lápis de cor, giz de cera, e seu vestido vermelho com bolinhas brancas. Mesmo sem saber organizar as letras ela sabia que o que sentia era facilmente transferido para papel, caneta, tesoura e cola.
E nos olhos sempre fixados em seus papéis, contando seus lápis já se via o exacerbado amor por todas as coisas vivas.
E ela cresceu assim, entre cartas e bilhetes, alguns chegaram ao destinatário, outros foram enterrados na terra, outros queimados, rasgados e jogados no lixo, apagados.. Afim de não mais sentir qualquer palavra escrita em cima da repressão da sua felicidade.
E diante a súbita juventude desordenada ela despejou todo excesso de sentimento em todos que andaram parte do caminho ao seu lado e os merecidos continuam tendo o carinho que ela precisa dedicar.
E agora parada em frente ao espelho depois de lembrar rapidamente de quando era uma menina, das pessoas amadas e me auto-definir, posso apenas dizer que tenho que aceitar que não sei ser de outro jeito, faz parte do meu temperamento transformar tudo em versos de amor.
Eu coloco romance em tudo que eu faço.