quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Conclusões já antes feitas - mais uma hora perdida na rodoviária

Ela se aproxima de um banco diferente do qual costuma se sentar. Está cansada e sentindo muito calor nessa tarde de Novembro, mas antes fosse só o calor que sentisse... Ela também sentia um incomodo por todos os beijos e memórias dele.
Olha para o relógio:
- Ainda falta uma hora para chegar o ônibus.

Não é difícil chegar a conclusão que ela se permite fazer: ' Tão perto e ao mesmo tempo tão longe.'
Onde ele estará agora?
Talvez também esteja sentado, sentindo calor e pensando nela; não, ela não acha que esteja e não entende porque o destino a fez conhecê-lo, mas voltando a razão talvez ela é que entortará o seu caminho para que cruzasse com o dele.
Ela não sabe,
Não sabe o que pensar,
Nem se o que sente é mesmo tão relevante assim,

Só vê pessoas caminhando de um lado para o outro. Para onde todas elas vão?

Ela vai para casa, pois o ônibus acaba de encostar. Vai olhar pela janela e pensar que o destino poderia colaborar fazendo com que um novo encontro aconteça,
ou talvez não - ela pensa melhor,
Sabe que o caminho dele não deve ser paralelo ao seu.

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