domingo, 29 de março de 2009

Não!

Se relacionar é muito difícil. Você tem que aceitar manias e ideais diferentes dos seus.
Família não se escolhe, isso todo mundo sabe. Mas não acho tão difícil assim aceitar qualquer coisa que seja do seu sangue! Eu amo a minha família, todinha. Mas os de sangue mesmo, agregados eu deixo pra lá.
Só que amar não é tarefa fácil.
Amar outra pessoa, aquela que você viu um dia em uma festa, escola ou qualquer outro lugar e mexeu com você.
Com o tempo você descobre os defeitos e chatices, todo mundo tem os seus.
E como você reage a isso?
Eu sou o tipo de pessoa que reage muito mal. Engoli tanta coisa absurda que agora to entalada, qualquer coisinha me deixa irritada.
Não vejo o porque de aceitar manias de alguém que também não engole as minhas.
Sou sim uma pessoa geniosa e assumo. Gosto do meu jeito, tem que ser quando e como eu quero.
Não adianta querer me provocar, dar o troco na mesma moeda. Comigo não funciona assim.
Esperar para que eu coloque a mão na consciência e reconheça o meu erro é a melhor solução.
Broncas nunca funcionaram comigo, lições de moral não resolvem nada e lágrimas não me comovem. Sou fria sim, quando percebo que a pessoa é fraca.
E até hoje só conheci uma pessoa que arrancou minha pele de durona.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Vazio

Todo ser humano tem o vazio dentro de si. A gente nasce com ele.
Mas cada um tem um modo diferente de encará-lo.
Uns bebem, fumam, usam droga. Tem gente que come, tem gente que não come. Trabalham demais ou não trabalham. Outros ficam insuportavelmente evangélicos. Ou querem suprir isso tentando se completar com outra pessoa. Tem gente que brinca muito, uns ignoram o vazio, tem gente que até fala que tá completo, mas nunca está.

Eu tenho um vazio muito grande comigo. E o problema é que não posso dar apenas um nome a ele. São muitas as coisas que me fizeram ser incompleta. Primeiro porque nunca fica perfeito mesmo. E os outros nem quero citar.

Sou uma menina má. Não totalmente. Mal orientada talvez. Mal compreendida como diria um grande amigo.
Eu preciso, na verdade, parar de melancolia. Me desprender do passado e decidir o meu futuro.
O vazio vai continuar aqui.
Só não posso chegar no final do ano e ver que foi mais um ano, vazio.
O presente tem que ser vivido.

quinta-feira, 5 de março de 2009

?

Não sei bem sobre o que escrever hoje.
É como se minha cabeça quisesse pensar muitas coisas, mas está vazia.
Sem forças, eu diria.

Estou vivendo fora da realidade. Sempre estou pensando no que poderia acontecer se tivesse feito isso ou aquilo. Quase não presto atenção no hoje, no agora.
Eu. Sem um caminho a seguir.
O que penso agora, e talvez seja isso que faça com que me sinta assim é o fato de sonhos que não existem mais.
Preciso de novos planos e projetos, mas não tenho.

Penso: Qual é a coisa que mais quero na vida?
E respondo: Uma familia! Ser mãe.
E o que preciso?
Preciso amar alguém. Sentir que quero essa pessoa pro resto da vida, sentir que não vou ligar quando as primeiras rugas aparecerem, vou saber perdoar cada mania, cada erro. Alguém que desperte em mim a vontade de ser amiga, amante, namorada, mulher.

Só que isso não vai acontecer.
Não enquanto as feridas estiverem abertas, sangrando e eu não deixar ninguém cuidar delas.
Por achar que quem tem que fazer isso, é quem as abriu.
Mas não tem que ser assim, não vai ser assim.

Eu preciso me reerguer sozinha.