quarta-feira, 29 de outubro de 2008

É?

A minha vó já me disse isso uma vez e hoje um Grande Professor repetiu as mesmas palavras...
"Para se casar com alguém é imprescindível que conheça a pessoa como ela é dentro de casa e principalmente como age e trata seus pais. Pois se ela tratar mal a própria mãe imagine o que não fará com você que não é 'nada' dela? Ninguém muda o caráter, nem por ela mesma, muito menos por alguém."
Concordo muito com isso. E acho também que a gente acaba sempre gostando de alguém que lembra os nossos pais.
E pensando bem nisso tenho um pouco de medo. Até onde vai as mentiras humanas? Alguém não muda mesmo sabendo que suas atitudes são erradas? Quem tem caráter e quem não tem?
Uma das coisas mais dificeis da vida, pelo menos pra mim, é me relacionar com outras pessoas. Apesar de toda minha simpatia, minhas risadas escandalosas, não entendo. Não entendo as pessoas.
Eu não entendo nem a mim e até me acho um pouco ruim. Mas quem não é?

Mas se for ficar pensando você fica louco e se tranca num quarto.
Ninguém conhece ninguém. Ninguém me conhece de verdade.

Pode até conhecer, mas não tudo, não tem como saber tudo um do outro. E é estranho isso, se não sabemos quem realmente a pessoa é, como podemos nos apaixonar por alguém? É mesmo uma coisa sem sentido algum.

Olhar um menino encostado em uma parede com o sol batendo no rosto e com uma bolinha à arremessando
no no chão sucessivamente. Você o acha lindo e começa pensar nele constantemente e sonhar. Foi exatamente assim comigo.
Dois anos esperando ele te notar. Dizendo não pra qualquer um que aparecesse pois tinha que ser 'ele'.
Um amor de menina... Esperei até que ele me enxergasse e viesse junto de mim escrever nossa história.
Depois de um ano e meio de relacionamento e problemas a separação não foi mais por nós, foi a distancia que fez isso com a gente.

E agora, dois anos e meio depois vou voltar. Mas sei que nada é igual. E esse tempo todo foi muito mais decepções que alegrias.
Mas ta aqui dentro de mim esse amor sem sentido, ou eu o invento, ou ele existe.


Vi minhas amigas conhecendo gente, se apaixonando, sofrendo, chutando o balde e recomeçando. E eu aqui, há cinco anos, por um amor de menina, de mulher, ou melhor dizendo, uma obssessão.
Isso é bonito? é vergonhoso? é triste? ou vai ter um final feliz?


Só nós podemos escrever nossa vida; podemos rasgar a folha e jogar fora ou ficar parada olhando a folha amarelar. Precisamos enumerar o que faz bem e o que faz mal. E se livrar do que não serve mais, mas antes disso tem que ter certeza do que é bom e o que não é.
Isso é um grande problema meu - tomar decisões.

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